terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Ela - O que não falar?

         

         O que falar sobre "Ela"?

         O que não falar?
         Sempre que penso numa postagem eu começo pensando sobre o que é importante mencionar, o que devo dar mais ênfase e o que eu devo deixar de lado. No caso do filme em questão, sempre que  pensava sobre ele, avaliava-o mentalmente, relembrava e revia, e a pergunta que eu me fazia era:


         O que eu não devo falar sobre "Ela?"

         Faz muito tempo que eu vi "Ela" (Her) pela primeira vez. Quando vi o comercial sobre o filme na televisão, a premissa de que era sobre um homem apaixonado por um computador, não pude deixar de pensar em mim mesmo. Não pude deixar de me ver no lugar daquele homem que se apaixona por alguém que "não existe", um amor de mentira, que não era real, que "não tinha nada de concreto".
     
         Fiquei doido para ver o filme desde então, mas infelizmente, acabei não conseguindo ir assistir antes que saísse de cartaz. Fiquei na vontade de ver na telona e acabei perdendo um pouco o interesse, até porque na época não era tao fácil encontrar filmes novos na internet, como no Netflix por exemplo.


         Porém um dia, numa das conversas sobre cinema com meus professores de desenho e um colega, jogaram o "Ela" na roda. Todos os 3 já tinham visto o filme.


Menos eu...



         Falavam tão bem, tão empolgados, debatiam as temáticas do filme, mencionavam cenas, e eu ficado meio "incomodado" porque odeio spoiler de qualquer coisa... Até que um dos professores virou para mim e disse: Se você continuar mais 5 minutos ouvindo a conversa, não vai nem precisar ver o filme"

"- É, eu percebi...


         Sai dali mais curioso em ver o filme do que Ender's Game, outra sugestão dos meus professores que também virou post no blog. Sentia que o filme era como eu imaginava mesmo. E mais, que ele devia ser muito bom.

         Não sei como, não lembro mais (acho que foi num caderno de entretenimento de algum jornal), um dia eu vi o filme sendo anunciado num cinema mais cult em botafogo, no Rio de Janeiro. Não lembro bem porque eu resolvi olhar que filmes estariam passando nos cinemas num jornal impresso, coisa que eu não fazia há anos, mas eu o fiz e lá estava ele.

(Ou "Ela"? heheheh)




         A sessão era tarde, começava tipo às 21:30, mas não pensei duas vezes. Morava longe, mas um ônibus me deixava praticamente na porta. Fui.
         Comprei meu ingresso.
         Comprei minha pipoca (cinema para mim sem pipoca não existe, até em casa na mesa do pc).
         E sentei.

         Cara, o que não falar sobre o filme eu realmente não tenho certeza, mas sobre o que falar eu sei:

         Tudo.

         Quando o som daquele instrumento sei lá qual for inicia antes do fade in, o filme já te marca para sempre. Sempre que você ouvir aquele som, você sabe que é "Ela".



         E eu começo então pela música. Composta pela banda Arcade Fire e Owen Pallett, a musica do filme é linda. Por vezes simples, por vezes complexa. Mas sempre marcante. Mesmo a música mais "boba" traz um elemento novo, uma dimensão nova a cena. Ela te marca, desde o primeiro som antes da primeira imagem até o fim dos créditos. E sempre que for rever, la estará ela praticamente roubando a cena; ou antes, criando a cena, sendo a cena.

         E a voz da Scarlett Johansson?
Lembro do mesmo professor falar: - Você tem que ouvir a voz da Scarlett Johansson no filme.

         Ele estava certo. É um tesão e um prazer ouvir ela falar e cantar (sim, ela canta) no filme.
Em "The moon Song" escrita e composta por Karen O e Spike Jonze na cena da cabana, ela arranca sorrisos e por vezes, lágrimas de alguns.



         Todos os atores estão muito bem e interessantes de alguma forma. Mas Acho que Joaquim Pheonix (Theodor Twombly), Amy Adams (Amy) e Scarlett Johansson (Samantha) exibem uma qualidade incrível em cena (Scarlett Johansson então que só tem a voz o filme todo...). A forma como eles se relacionam soa tão natural que é difícil não se identificar, ou identificar algum amigo(a) ou namorado(a) em algum momento do filme. Rooney Mara como Catherine também não decepciona nos fazendo em algum momento gostar dela e outros detesta-la, nos lembrando de algum(a) ex que nos traz boas e péssimas lembranças.



Garçonete: Hehehe....Que situação...


         A fotografia e cenografia são lindas. Destaque para o apartamento de Theodor que possui uma decoração nada muito futurista e nem exageradamente extravagante como se costuma ver em filmes de ficção cientifica. E a vista da janela é de tirar o folego. Um mundo de arranha céus de arquitetura com cara de "um futuro não muito distante" que agrada aos olhos. De fato, todo o trabalho da direção de arte é muito bem feito e coerente como um todo. O design dos objetos tecnológicos, o desenho dos computadores/Smartphones, logotipos das empresas... se encaixam bem com "a mentalidade" da sociedade proposta pelo filme. Tudo simples, funcional, realmente nada extravagante ou chamativo. E a direção de fotografia impressiona pelo uso de luz natural (mas também pela artificial) para criar uma ambientação emocional na cena. 



         Outro ponto interessante é o figurino que mesmo não tendo nada de Hi-tec, com cores simples e até muitas vezes sem qualquer estampa, de alguma forma estranha, faz você ver como se fossem mesmo roupas futuristas, nesse futuro nada sombrio e muito normal, muito tranquilo (embora quando você dá maior atenção os façam parecer um bando de "velhos caipiras". Deve ser para combinar com esse clima de hotel-pousada ou asilo chic que a sociedade no filme tem).

         O filme escrito e Dirigido por Spike Jonze (Quero ser John Malkovich, Adaptação), me surpreendeu pela forma como a direção e montagem fazem você saber exatamente o que se passa na cabeça do personagem e se sentir como ele. A parceria entre Jonzie e Eric Zumbrunnen e Jeff Buchanantem é uma sinfonia audiovisual cheia de acertos e com muito pouco a se criticar.

         Mas o melhor do filme realmente é o roteiro. E não a toa, recebeu diversos prêmios. Eu nunca vi algo assim antes e nem depois de ver Ela. Apesar de ter como tema principal o já mencionado envolvimento entre Joaquim e o computador, ele é muito mais do que apenas isso. Fala de relacionamentos com pessoas, relacionamentos em namoros, com amigos, coisas, emprego, ex-relacionamentos... e com nós mesmos. Exibe de maneira tão simples e direta a complexidade humana e ainda assim tão repetitiva, tão comum em todos nós, que as vezes, você é o personagem. Como uma letra de música que parece ter sido feita para você ou sobre você.

 

         As "pequenas" lições que vão se desenrolando durante o filme, verbalmente durante os diálogos ou intuitivamente com as atitudes dos personagens te levam a rever tudo a sua volta. Até a si mesmo. Como disse uma amiga ao fim do filme: "É um soco no estomago" (eu prefiro "um tapa na cara", mas serve também...hehehhe).




         E é ai que o roteiro te pega, despretensiosamente, comendo pelas beiradas, ele te faz refletir; te faz ver as coisas por uma nova ótica. Esqueça "por um momento" que Samantha é um "robô". Samantha não é um robô, Samantha é uma mulher. Sem tirar nem por. O fato dela não ter corpo não a faz diferente, pelo contrario: é um gancho para a fragilidade e insegurança (feminina) dela.
Teodore nos ensina a ver a verdadeira qualidade das pessoas por trás da inútil fachada de beleza. Mesmo antes de se relacionarem (preste atenção nos diálogos entre os dois).
O relacionamento de amizade entre eles é o tipo de amizade que gostaríamos de ter: Leve, divertido, com cumplicidade.


         No começo. Pois outra lição que o filme nós ensina é que relacionamento é como vinho: um organismo vivo que vai se alterando e se reinventando por si só.




         Mas o que torna ele (Ou Ela?  heheheh...  Tá, vou parar com a piadinha...) interessante, complexo, lindo e memorável, são os detalhes. Os pequenos detalhes que o compõem, assim como a vida. Pois Ela é uma ficção-cientifica. E boas ficções-cientificas não podem meramente ser apenas um filme sobre viagens espaciais, robôs e alienígenas. As boas mesmo, são uma desculpa para falar de nós mesmos. Falar das particularidades e complexidades humanas, seja em qual aspecto for. E não conheço nenhum outro filme de ficção-cientifica que fale mais disso  (das particularidades e complexidades em se relacionar) por "frame quadrado" do que Ela.




"- Você me acha louco?


- Não, é que acho que. . . Todo mundo que se apaixona é louco. Apaixonar-se é uma loucura. É uma forma de insanidade socialmente aceitável."

(P.S.: Recomendo veementemente que assistam o filme com alguém especial. Um amigo, namorada, mãe... Para compartilhar esse momento. Eu não o fiz e fiquei arrependido)


.



































(É... Eu também penso nela de vez em quando...❤❤❤ )








"Foi emocionante vê-la amadurecer. . .

e nós dois amadurecemos

e mudamos juntos.

Mas essa também

é a parte difícil.

Crescer juntos e se distanciar.

Ou mudar sem assustar

a outra pessoa."




Nada mal para alguém que produzia Jackass.
Não?

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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Heróis da Guitarra - Les Paul, O Herói dos heróis


 

          Aí vão pensar alguns que, vendo o título do post e essa guitarra modelo Les Paul, eu fiquei louco e resolvi dizer que um(a) herói da guitarra é a guitarra Les Paul.
E respondo a estes: Quase....

          Acontece que esse modelo só ganhou esse nome por causa de um homem. Um cara que é, e porra, TEM QUE SER, o herói de qualquer "guitarrista" - na forma portuguesa/brasileira de se expressar - moderno. Ele sem duvida é o Cara dos Caras mestres das 6 cordas com capitadores elétricos. O gênio maior que, se não houvesse ele, esse instrumento e até alguns outros, ficariam na mesmice de 100 anos atrás. Sem ele não haveria os nomes da guitarra que idolatramos, sejam eles B.B. King, Chuck Barry;  Satrianni, Vai; Jimmi Hendrix , Jimmy Page; John Lennon, Johnny Marr.
Nenhum deles provavelmente seria alguém se não fosse por esse cara aqui

          O Sr. Lester William Polfus, mais conhecido como: Les Paul, o inventor da guitarra elétrica.






          Isso mesmo, meu irmão. Se você é fã da garota das 6 cordas pode botar os joelhinhos no chão e agradecer a Deus por colocar esse cara no mundo. Só isso bastaria pro cara ser idolatrado por músicos de Blues, Jazz, Rock, Metal, etc e tal, pela eternidade.



          Mas só isso, não basta.
Nascido em Waukesha, Wisconsin no dia 9 de junho de 1915, além de inventor e músico, tendo participando de bandas e tocando desde os 13 anos gaita, banjo e a guitarra, o cara ainda foi o primeiro a realizar uma gravação em multicanal. Ele gravava separadamente as partes da música e depois gravava tudo junto em uma única música. Detalhe: quando ele fez a gravação em 1948, ele não usou fita magnética, ele usou discos de acetato. Isso mesmo, meu garoto, aqueles disco "de vinil", "vinilzão", "bolachões", chame como preferir, mas o cara usava um disco para cada canal. Ele gravava um instrumento e depois tocava a gravação gravando o que saía da vitrola com uma nova parte da música que ele tocava no momento. E ia fazendo assim por diante ate compô-la por completo.





           O cara queimou mais de 500 discos para fazer um álbum... Tudo em pró de uma melhor forma de gravar ou atender a necessidade de engenharia sonora. Dedicação, esforço, dinheiro. Tudo para que hoje você e eu possamos ouvir musicas com a qualidade sonora que essa técnica proporciona. Claro, hoje em dia  qualquer moleque com um Audacity faz isso.

          Só que sem a visão e esforço do Sr Les Paul na época....











          O modelo Les Paul foi desenvolvido pelo próprio em colaboração com a Gibson Corporation. Hoje é um dos modelos mais fabricados e vendidos no mundo. Nenhuma fabricante de guitarra pode se considerar assim se não oferecer aos seus clientes tal modelo, com sua sonoridade e timbre tão próprios. Guitarristas de diversos estilos adotam o modelo Les Paul como seu favorito e o utilizam em suas apresentações pelo mundo.






          O grande Sr Les Paul veio a falecer em 12 de agosto de 2009 de complicações de pneumonia no White Plains Hospital (em White Plains - Nova Iorque). Paul deixou quatro filhos e sua esposa Arlene Palmer além de inúmeros fãs pelo seu trabalho seja como inventor, como engenheiro de som, como músico ou simplismente como o que era, um gênio.






Brenoi




"Sleepwalk" 


Slash


Pauls

"Aquarela do Brasil" (que eles chamam apenas de Brazil)



Neil Young



Ace Frehley

 







"Somehere Over the Rainbow"




Peter Frampton






























Zakk Wylde










 Les Paul e Chet Atkins



Peter Townshend



 Contando como criou a guitarra eletrica - Sem legendas




Jimmy Page  - "Eu nem gosto muito desse modelo..."














As orfãs





Adeus...





Ele é ou não é o herói dos heróis na guitarra?
😊



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domingo, 18 de maio de 2014

Ender's Game - Um Filme de Surpresas

Ender's Game - O jogo do Exterminador


               Um dia no cinema vi o cartaz que abre a a abertura do post e a ideia que ele me passou, ate pelo nome,  foi de mais um filme sobre um jogo de videogame que envolve os jogadores em alguma aventura fantástica ou perigosa e coisas do tipo...um clichê muito batido já, mas queria saber de curiosidade como a ideia seria abordada. Me pareceu também que seria um filme mais infantil estilo Harry Potter (nada contra, li todos) e Percy Jackson (nenhum). Assim apesar de curioso, não me empolgou muito.
              Mas eu estava REDONDAMENTE enganado...
              Semana passada eu estava na casa de uma amiga para assistir a Sonhos do Kurosawa (que pensei em fazer um post aqui, na verdade a ideia era assistir novamente para isso...  :-D) Porém não achou-se o filme com som original nem legendas em português, assim partimos pro Netflix para buscar um filme interessante. Vi que o título em questão estava em "cartaz" esse mês. Quase, quase disse para assistir, mas era tarde da noite, tinha pouco tempo para ficar e o filme tem quase duas horas. "Fica pra próxima, seja la quando for..." Só que no tradicional bate papo entre meus profs de desenho e um colega de classe sobre cinema e artes em geral apos a aula no sábado passado, o filme foi mencionado com grande entusiasmo por ambos os professores. Eles tiveram a mesma impressão que eu: que o filme seria um filminho infanto juvenil, mas, apesar do publico alvo parecer ser mesmo esse, o filme foi uma surpresa para ambos.
              Pensei: "Cara, tenho que ver esse filme hoje!"
              Hoje não deu, mas no dia seguinte rolou. E vou dizer que esse realmente é uma ótima definição para o filme: surpreendente.
              Pra começar, não tem nada de videogames da maneira como eu pensava ( mas já sabia porque rolou um spoil na conversa, mas que não diminuiu em nada a surpresa com o filme. E não se preocupem. Contarei bem menos do que me contaram...hehehhe).
              O filme começa com caças estilo Top Gun duelando nos céus contra nuvens de naves alienígenas. Um comandante então se sacrifica arremessando seu avião contra a "nave mãe" destruindo-a e vencendo a guerra. Já viram isso antes? Pois é. Também pensei em Independence Day. Imaginei que o filme partiria de uma proposta ao que aconteceria após vencermos a guerra contra os alienígenas (mas eu estava REDONDAMENTE enganado). O que segue é que 50 anos depois, os humanos sob o medo constante de um novo ataque, passam a treinar crianças para combater os Formics, alienígenas que parecem formigas gigantes (Tropas Estrelares? Enganado de novo...). Ender (Asa Butterfield - O Menino de Pijama listrado, Hugo)é uma dessas crianças que esta em treinamento e que possue uma incrível habilidade estratégica. Habilidade essa que chama a atenção do Coronel Graff (Harrison Ford - tenho mesmo que dar exemplo de algum trabalho??) que aposta todas as suas fichas no garoto e o conduz pelo treinamento militar. Treinamento esse que se baseia em jogos. Virtuais e reais, com times na escola de cadetes se enfrentando num jogo de mata-mata em gravidade zero com pistolas que imobilizam o adversário. Porem se algum time  atravessar um soldado pela porta de entrada do time adversário, ele é declarado vencedor não importando o placar. Isso tudo, regras do jogo, times na escola, um velho diretor que ajuda o personagem principal, me cheiravam muito a Harry Potter e afins. Me pareceu que o roteirista tava querendo embarcar na moda dos livros infanto juvenis modernos (mas, porém, entretanto e todavia, eu estava REDONDAMENTE enganado).
Asa Butterfield


              E devido a esse treinamento de constantes e diferentes jogos, o título faz sentido. Afinal não apenas Ender esta jogando para treinar mas também estão jogando com Ender. Que só descobrimos exatamente como, no desfecho do filme.




              Dirigido e escrito por Gavin Hood (Infância Roubada, O suspeito, X-Men Origins: Wolverine) de modo instigante o bastante para em momento algum soar chato, arrastado, entediante. Pelo contrario. Ele segue de maneira tão fluida que você se desliga do tempo. Em determinado momento no filme, fizemos uma pausa para banheiro e água. Imaginei, pelo que estava desenrolando no momento que o filme teria no máximo uns 10 minutos, todavia ainda faltavam no minimo 40 minutos de filme. Ou seja, estávamos na metade. O que surpreendeu a todos (olha a surpresa de novo). Ficamos nós com o pensamento de "Isso foi só começo. Só a introdução do filme". E realmente, Ender's Game não parece ter meio. Só começo e fim. Além disso, as cenas de ação/tensão são mesmo emocionantes, fazendo até o coração bumbar mais firme no peito em alguns momentos enfatizadas pela bela fotografia, cenografia e efeitos visuais incríveis, porem grande parte dessa emoção se deve a trilha sonora composta por Steve Jablonsky (Trilogia Transformes, Battleship, The Sims) que criou temas muito presentes e ate marcantes em certos trechos.
Ford e Butterfield
               Mas o que realmente me é marcante nesse filme, além do desfecho do enredo, são as atuações de Ford e Buttlerfield. Vi Ford como nunca, eu acho. Seu Coronel Graff é muito bem interpretado e atuado. O ultimo dialogo com Ender, quando ele desfaz a aquele ar durão que o personagem sustenta com esforço devido a pressão e preocupações com sua missão, realmente é inesperado (ou devo dizer: surpreendente?) e ate dramático. É nesse o momento, quando agradece a Ender por seu trabalho, que o personagem se mostra mais humano, só que infelizmente para os Formics, eles não são.... Asa manda muito bem. Sua atuação é impecável. Já no meio do filme você esquece que ele é só um garoto. Vê como um soldado de no minimo 20, 25 anos. No final não tem diferença nenhuma entre ele e um Comandante no front de batalha, berrando ordens aos seus soldados (diga-se de passagem, melhor que muito comandante real ou fictício por ai...). Vale a pena assistir cada cena desse garoto, especialmente no fim, quando o filme nos apresenta uma pesada conclusão. O ultimo moleque que eu vi fazer algo assim foi o esquecido Haley Joel Osment em o Sexto Sentido.
              Só espero que ele não tenha o mesmo destino que Haley. Seria mais um grande talento desperdiçado.

              Ender's Game é uma adaptação do livro de Orson Scott Card de mesmo nome publicado como conto em 77 e como livro em 84. Por aqui chamou-se O Jogo do Exterminador. Pelo que eu vi na net pouca mudanças significativas foram feitas na adaptação do filme (vou verificar pessoalmente, pois ei de ler o livro..hehhehe). O livro ganhou o premio Nébula em 85 e Hugo em 86. Feito que card conseguiu novamente com seu segundo livro O Orador dos Mortos (Speaker for the Dead) continuação de Ender's Game. Assim, pode-se ver o porque da minha pressuposição quanto a origem de do enredo estava REDONDAMENTE enganada. Pois a ideia vista no filme já havia sido elaborada anos antes de qualquer um dos filmes e livros citados. E pode até ser que o que aconteceu foi o contrario: seus autores é que se inspiraram na obra de Card para compor suas historias.




               Um excelente filme. Pra mim, como disse uma amiga: De aplaudir quando sobem os créditos.
               Um filme sempre recomendado.




Brenoi


Sala de Treinamento















"Nunca Mais!"



















Escola no Espaço




Flutuando pela Sala de Batalha







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