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quarta-feira, 15 de abril de 2020

Your Name - A Fresta Entre os Mundos




          A fresta entre os mundos.



          É assim que os "videntes" (antigos e novos) chamam o pôr-do-sol.

          O momento entre o dia e a noite; quando a energia do dia e o poder da noite se entrelaçam e se tornam algo (momentaneamente) único.

          O que isso tem a ver com esse longa?
          A penas lembre-se disso ao ver essa pérola da animação japonesa. Só guarde isso.


          Meio que escondido entre tantas escolhas do Netflix, esse anime me soa (até agora) extremamente incomum para o estilo. Um anime-comédia romântica. Toda vez que passava entre as indicações eu sentia meu coração dizer algo quando lia o seu nome*. Não sabia exatamente o que, então, por algum tempo, deixei ele na minha lista quase esquecido.


          Até hoje.

          Não sabia o que ver, resolvi vê-lo.

          Inicialmente, soa despretensioso, literalmente uma comedia romântica típica, mas que com o desenrolar fica cada vez mais emocionante. Românticos e românticas, preparem seus corações (especialmente se você sente que tem um fiozinho invisível te ligando a alguém).



          O roteiro que vai do tradicional alegre-divertido de uma comédia romântica ao drama de segurar e cortar o coração, nos prende com facilidade até a ultima cena (e que cenas). Uma pena que os temas abordados não tenham espaço o suficiente para serem desenvolvidos mais.

          Chamo a atenção para os cenários das paisagens. Lindos. Seja no campo, seja na cidade. Um vislumbre na animação que os ocidentais tem grande dificuldade em criar.

          Apesar da cara soar como uma serie padrão de animação japonesa muitas vezes, o roteiro puxa a produção de volta ao que veio:

          Ser romântico e tocar corações.

          Acabo de assistir e não consigo resistir não falar sobre ele aqui no blog. Divulgar, compartilhar.
          Um longa que nós deixa assim, com o desejo de que a vida fosse desse jeito:

          Um conto de fadas com um final que não é o fim. É só o começo.





















* Parece algum tipo de piada ou trocadilho, mas não é. É serio.

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quarta-feira, 1 de maio de 2019

Sword Art Online - Dica de filho para Pai




          Já escrevi aqui outras ocasiões que meu filho de vez em quando aponta uma escolha inusitada e interessante de filme ou série. E hoje trago outra dessas dicas.

          Chegou ele um dia nos enchendo o saco para assistir até que sentamos para ver. Era uma serie de animação japonesa (é anime que chama? hehehe) e posso dizer que, ele teve bons motivos para nos perturbar.

          Sword Art Online vira e mexe aparecia para mim no  catalogo no Netflix porém nunca dei muita bola, mas logo nos primeiros episódios você se sente meio tentado a maratonar... hehehe
Se você curte aqueles animes com muitas lutas épicas, destruições monumentais e batalhas exaustivas que duram uma temporada... acho que Sword Art Online, não é para você. SAO é uma série focada nos relacionamentos, escolhas e reflexões pessoais; é para aquelas pessoas com gosto por estórias românticas com baixa taxa de glicose. Nada muito açucarada, nada excessivamente melado.



          Mas não que não tenha romance. E comédia. E ação. E batalhas. E mais comédia; mais romance; mais batalhas; e uma pitada de erotismo que é para apimentar as coisas (seja para bem ou para mal).

          SAO é uma historia que se passa num jogo virtual online, que é o pano de fundo para criar as situações complexas em que os personagens se encontram. Além de criar tramas e subtramas que se amarram e se soltam no desenvolver da estória. Se você é daqueles que não gostam de coisas "sem sentido" ou "mal explicadas", esqueça um pouco isso e embarque na ideia. No final tudo se encaixa (ou quase tudo...hehehe). Aproveite para refletir sobre os perigos da tecnologia de entretenimento e nas situações inusitadas que isso cria para eles. Reflita até sobre si mesmo.

          Uma série perfeita para tirar aquele(a) namorado(a) gamer que não larga o jogo "que não dá para dar pausa"  da frente dos controles um pouco e  para você que não é gamer ingressar um pouco nesse mundo de jogos online ( só preparar a pipoca e curtir a companhia)

          Serie despretensiosa mas muito recomendada pelo blog (eu já vi as duas primeiras temporadas e partindo para SAO II).







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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Akira - O Filme




          Dentre os animes mais interessantes (e geralmente eles são no mínimo interessantes) está aquele que eu considero o clássico dos clássicos, aquele que escancarou as portas do mundo para as animações japonesas: Akira.
          O nome forte já aguça a imaginação, não?

          Bem, aguçou a minha. Eu devia ter apenas uns 7 ou 8 anos quando eu vi um comercial do longa na TV. Lembro apenas que era uma sequência rápida de imagens do filme com um homem dizendo: "Se você acha que desenho é coisa de criança, você ainda não viu....
 ...Akira!"
          E finalizava com um motoqueiro deslizando sua moto de lado no meio da rua.
          Pronto. Tesão imediato em ver o filme. Porém, aquele comercial foi visto pelos meus olhos apenas uma, talvez duas vezes. Nem sabia se era no cinema que estava passando ou se era para alugar na locadora. Sabia apenas que aquele filme devia ser foda. Comentei com um colega da mesma idade e ele me disse que Akira era uma revistinha e não um desenho. Não entendi nada, afinal ele disse que um primo comprava as revistas e tudo, mas eu tinha certeza de eu ouvi a palavra "desenho" no comercial.
          A dúvida ficou e o tempo passou, levei quase 9 anos para ouvir falar em Akira novamente. Um colega de sala com quem eu voltava de ônibus as vezes, um dia disse que iria alugar Akira na locadora perto da casa dele. "Akira?" disse eu. O cara confirmou e então confessei que eu sempre quis ver o filme.
O cara disse que já tinha alugado mais de 9 vezes e resolveu fazer uma cópia pra ele.
- Se quiser eu faço uma pra você.


😀😀😀

          Fomos ate a locadora e depois na casa do amigo. Vi só o comecinho do filme. O sujeito já tinha as falas de cor. No dia seguinte trouxe uma fita virgem para ele me fazer o favor de fazer uma cópia. Vendo em casa, com uma qualidade duvidosa, cores fugindo, matiz alterando, eu entendi o porque de alugar para ver tantas vezes. Era simplismente o melhor desenho que eu já tinha visto. Melhor que muita animação da Disney (em 2 ou 3D). E entendi também o porque de não ser coisa de criança. Cenas pesadas ele quase não tem, mas é tão complexa a idéia e conceito do filme que eu tive que ver umas 4 vezes para finalmente dizer "Entendi", mas cada vez que eu vejo de novo eu digo "ah, agora eu realmente entendi mesmo", porque a compreensão aumenta (esta ai outro motivo para se ver tantas vezes: conseguir entender)


          Sobre a dúvida se Akira é desenho ou HQ (anime ou mangá no caso) a resposta é bem simples: como muitas séries em HQ japonesas, resolveram adapta-la para o video. Hoje é uma charada fácil de se matar, com exemplos como Cavaleiros do Zodíaco, Naruto, Yo Yo hakusho, Dragon Ball, mas na época não havia essa invasão cultural japonesa ainda.



Crítica

          Bem, sobre o filme: Escrito e dirigido pelo seu criador Katsuhiro Otomo, o filme é uma obra-prima ímpar. Poucos são as animações que possuem sua qualidade artística ou enredo tão intrincado e envolvente. Possue uma técnica de desenho que fascina enchendo os nossos olhos, especialmente se lembrarmos que ele foi praticamente todo feito a mão. É muito bem conduzido sem deixar o espectador bocejando nem nos momentos mais "cabeças"  (é nesses que você tem que prestar ainda mais atenção para entender tudo, se piscar... fica boiando). Em poucos minutos de filme, Otomo já ambientaliza o espectador numa mega metrópole futurística estilo Blade Runner com seus cidadãos descontentes e um governo de tendencias ditatoriais desenrolando a trama com calma dando tempo para o espectador acompanhar tudo sem pressa, revelando a eles e aos personagens pouco a pouco o segredo sobre o que é Akira.


          Outro elemento digno de nota no longa é a sua trilha sonora. Composta pelo grupo japonês Geinoh Yamashirogumi especialmente para o filme, ela transita entre corais de vozes, tambores tradicionais Indonésios e sintetizadores dando uma dimensão única ao filme. É tão marcante que assim como as imagens e o enredo, são um elemento crucial para o longa (destaque para a música durante os ataques de Tetsuo e para as cenas das memórias no final do filme).


          O filme de ficção cientifica estilo cyberpunk já te prende na primeira cena, deixando o espectador perplexo e confuso. E vai ser assim ate o final do filme, não tem jeito. O roteiro se agarra nos temores que o Japão ainda possue de uma destruição em massa catastrófica e eminente, como um novo ataque atômico, e na rebeldia de seus jovens seguindo contra as suas tradições e disciplina padronizada e enclausurante, tornando-se incontroláveis. O longa une então esses dois temores em um só elemento. A sequência de perseguição de motos no início empolga (e ate arrepia quem já é fã) deixando um gostinho de quero mais. E o final é simples porém completo, como uma reticencia conclusiva. Já devo ter visto pelo menos umas 30 vezes e como meu amigo que me presenteou com uma cópia dessa preciosidade cinematográfica, já tenho diálogos decorados na cabeça.
Um filme sempre recomendado, especialmente para quem curte um cult (bem) cabeça.


Brenoi



Obs: Comenta-se há anos um remake da animação em filme mesmo. A Warner tem como um dos seus projetos prioritários. Porém o elenco não esta em nada definido. Kaneda pode ser interpretado por Keanu Reeves ou James Franco dependendo da fonte. Não sei bem se algum dos dois seria uma boa escolha para interpretar um adolescente rebelde de 16 anos.
Bem, não sou um grande fã das adaptações no cinema americano. Espero que façam jus a grandiosidade do filme.













  



















"Se você nunca quis ter essa moto, você ainda não viu...

AKIRA!"
































































Sonho de consumo dos fãs.

































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